Tecnologias de Comunicação de Dados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nivaldo Custódio

Versão 2.0 – 30/07/2001


1     Modelo de Referência OSI......................................................................................................... 6

1.1     Camada Física....................................................................................................................... 8

1.1.1       Análise de Fourier (1904)......................................................................................................................................... 9

1.1.2       Largura de Banda.................................................................................................................................................... 10

1.1.3       Taxa Máxima de Transmissão de um Canal:........................................................................................................ 10

1.1.4       Meios de Transmissão........................................................................................................................................... 11

1.1.4.1     Cabo Coaxial........................................................................................................................................................ 11

1.1.4.2     Par Trançado........................................................................................................................................................ 12

1.1.4.3     Fibra Óptica.......................................................................................................................................................... 13

1.1.4.4     Wireless................................................................................................................................................................ 15

1.1.4.5     Satélite.................................................................................................................................................................. 17

1.1.4.6     Sistema Telefônico.............................................................................................................................................. 18

1.1.5       Sub-camada de Acesso ao Meio.......................................................................................................................... 21

1.1.5.1     IEEE 802.3 - CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access/Collision Detection).......................................... 22

1.1.5.2     IEEE 802.5 - Token Ring..................................................................................................................................... 24

1.1.5.3     IEEE 802.11 - CSMA/CA (Carrier Sense Multiple Access/Collision Avoidance)..................................... 27

1.1.5.4     FDDI (Fiber Distributed Data Interface).......................................................................................................... 36

1.1.5.5     FDMA (Frequency Division Multiple Access).............................................................................................. 38

1.1.5.6     TDMA (Time Division Method Access)........................................................................................................ 38

1.1.5.7     CDMA (Code Division Method Access)........................................................................................................ 38

1.2     Camada de Enlace.............................................................................................................. 39

1.2.1       Serviços oferecidos pela camada de enlace........................................................................................................ 39

1.2.2       Enquadramento (Framing)...................................................................................................................................... 39

1.2.3       Controle de Erros..................................................................................................................................................... 40

1.2.4       Protocolos................................................................................................................................................................ 41

1.2.4.1     ADSL.................................................................................................................................................................... 41

1.2.4.2     ATM – Asynchronous Transfer Mode.......................................................................................................... 45

1.2.4.3     X.25....................................................................................................................................................................... 49

1.2.4.4     Frame-Relay......................................................................................................................................................... 51

1.2.4.5     MPLS (Multi Protocol Label Switch)............................................................................................................... 52

1.3     Camada de Rede................................................................................................................. 53

1.4     Camada de Transporte....................................................................................................... 53

1.5     Camada de Sessão.............................................................................................................. 54

1.6     Camada de Apresentação................................................................................................... 54

1.7     Camada de Aplicação.......................................................................................................... 54

1.8     Serviços.............................................................................................................................. 54

1.9     Primitivas dos Serviços...................................................................................................... 55

2     Conceitos de Internet e TCP/IP............................................................................................... 57

2.1     Evolução de TCP/IP e Internet.......................................................................................... 57

2.2     Protocolos TCP/IP.............................................................................................................. 59

2.2.1       Camada de rede........................................................................................................................................................ 59

2.2.2       Camada Inter-Rede.................................................................................................................................................. 60

2.2.3       Camada de Transporte............................................................................................................................................ 61

2.2.4       Camada de Aplicação............................................................................................................................................. 61

2.2.5       Posicionamento do Nível OSI................................................................................................................................ 61

2.2.6       Internet e Padronização de Protocolos e Funções............................................................................................. 63

2.2.7       Exemplos de aplicação de redes com arquitetura TCP/IP.................................................................................. 68

2.2.8       Protocolos da Camada Inter-Rede........................................................................................................................ 70

3     Protocolo IP.............................................................................................................................. 71

3.1     Endereços IP...................................................................................................................... 71

3.2     Broadcast............................................................................................................................ 74

3.3     Mapeamento de endereços IP em endereços de rede...................................................... 74

3.4     Roteamento IP.................................................................................................................... 77

3.4.1       Algoritmo de Transmissão de um pacote IP....................................................................................................... 78

3.4.2       Algoritmo de Recepção de um pacote IP............................................................................................................. 79

3.5     Roteamento estático x Roteamento dinâmico................................................................... 80

3.6     Pacote IP............................................................................................................................. 81

3.6.1       Opções IP................................................................................................................................................................. 82

3.6.2       Fragmentação........................................................................................................................................................... 83

3.7     Endereçamento em Sub-redes........................................................................................... 84

3.8     Flexibilidade de Endereçamento........................................................................................ 86

3.9     Roteamento com Sub-rede................................................................................................. 89

3.9.1       Algoritmo de Recepção de pacote IP com máscara........................................................................................... 90

3.10       Sub-Redes não utilizáveis:.............................................................................................. 90

3.11       Endereços IP’s para uso exclusivo de Redes Privativas............................................... 91

4     Protocolo ICMP........................................................................................................................ 92

4.1     Echo Request e Echo Reply............................................................................................... 93

4.2     Destination Unreachable.................................................................................................... 93

4.3     Source Quench................................................................................................................... 94

4.4     Redirect.............................................................................................................................. 94

4.5     TTL Expired....................................................................................................................... 96

4.6     ICMP Router Solicitation/Advertisement......................................................................... 96

4.7     Aquisição de informações de roteamento.......................................................................... 97

5     Protocolos da Camada de Transporte..................................................................................... 99

5.1     Camada de Transporte....................................................................................................... 99

6     Protocolo UDP....................................................................................................................... 100

6.1     Formato da mensagem UDP............................................................................................. 101

7     Protocolo TCP........................................................................................................................ 102

7.1     Características do TCP.................................................................................................... 104

7.1.1       Sliding Windows:.................................................................................................................................................. 104

7.1.2       Controle de Fluxo no TCP.................................................................................................................................... 105

7.1.3       Fluxo Normal de Transferência de Dados.......................................................................................................... 106

7.1.4       Estabelecimento de Conexões TCP.................................................................................................................... 106

7.2     Protocolos da camada de Rede e Protocolos auxiliares de TCP/IP................................ 107

7.3     BOOTP e DHCP.............................................................................................................. 107

7.3.1       Protocolo BOOTP.................................................................................................................................................. 107

7.3.2       Protocolo DHCP.................................................................................................................................................... 108

7.3.2.1     Opções DHCP.................................................................................................................................................... 110

7.4     Protocolo PPP................................................................................................................... 111

7.4.1       Protocolo LCP - Link Control Protocol............................................................................................................... 112

7.4.2       Protocolo IPCP - Network Control Protocol...................................................................................................... 113

7.5     Protocolo SLIP................................................................................................................. 114

7.6     Interfaces do Nível de Transporte (socket, WinSock).................................................... 115

7.7     Protocolos de Nível de Aplicação.................................................................................... 117

7.8     Protocolo DNS.................................................................................................................. 117

7.8.1       Implementação do DNS........................................................................................................................................ 118

8     Radius – Remote Dial-In User Service................................................................................. 120

8.1     Tipos de Serviços ao Usuário........................................................................................... 120

8.2     Atributos/ Pares de Valores............................................................................................. 120

8.2.1       Login/Atributos de senha.................................................................................................................................... 120

8.2.2       Framed-Attributes................................................................................................................................................. 121

8.3     Exemplo de Arquivo de Usuários.................................................................................... 122

8.3.1       Gerenciando o Arquivo Client............................................................................................................................. 124

9     Protocolos de Roteamento..................................................................................................... 125

9.1     Protocolo RIP................................................................................................................... 125

9.1.1       Protocolo RIP2....................................................................................................................................................... 128

9.2     Protocolo OSPF................................................................................................................ 128

9.3     Protocolo BGP-4............................................................................................................... 129

9.3.1       Por que utilizar BGP-4 ?........................................................................................................................................ 130

9.3.2       Questões relacionadas  à alocação de endereços IP....................................................................................... 132

9.3.3       Processo de seleção do envio de pacotes via protocolo BGP-4.................................................................... 134

9.3.3.1     Valores possíveis dos atributos..................................................................................................................... 135

9.3.3.2     Expressões regulares para seleção de rotas.................................................................................................. 135

9.4     IP Multicast...................................................................................................................... 136

9.4.1       Roteamento Multicast.......................................................................................................................................... 137

9.4.2       MBone - Multicast Backbone............................................................................................................................. 138

9.4.2.1     Roteamento MBone.......................................................................................................................................... 138

9.4.3       Aplicações MBone............................................................................................................................................... 139

10      Gerenciamento TCP/IP...................................................................................................... 139

10.1       QUEUE – Gerenciamento de Congestionamento........................................................ 139

10.1.1      Stochastic Fairness Queueing (SFQ)................................................................................................................. 140

10.1.2      Class-Based Queueing (CBQ)............................................................................................................................. 140

10.1.3      Random Early-Detection (RED)........................................................................................................................... 140

10.1.4      Deficit Round Robin (DRR)................................................................................................................................. 141

10.2       SNMP - Simple Network Management Protocol......................................................... 141

10.2.1      Controlando acesso SNMP a roteadores.......................................................................................................... 142

10.2.2      Modo não privilegiado......................................................................................................................................... 142

10.2.3      Modo privilegiado................................................................................................................................................. 142

11      Ports TCP e UDP................................................................................................................ 144

12      Modelo para solução de problemas gerais......................................................................... 145

12.1       Componentes de um modelo de solução de problemas............................................... 145

12.2       Usando esse manual para determinar problemas específicos...................................... 146

13      Utilizando as ferramentas de diagnóstico Cisco............................................................... 147

13.1       Usando comandos Show................................................................................................ 147

13.2       Usando comandos debug.............................................................................................. 147

13.3       Usando os comandos Ping e Trace............................................................................... 148

14      Cenários de problema de Conectividade............................................................................ 149

14.1       Usando o comando show interfaces serial.................................................................... 150

14.1.1      “Status” da linha serial e do protocolo.............................................................................................................. 151

14.1.1.1       Solução.......................................................................................................................................................... 152

14.1.1.2       Saídas descartadas....................................................................................................................................... 154

14.1.1.3       Entradas descartadas................................................................................................................................... 155

14.1.1.4       Erros de entrada............................................................................................................................................ 156

14.1.1.5       Resets ocorridos na interface..................................................................................................................... 158

14.1.1.6       Oscilações de portadora.............................................................................................................................. 159

14.2       Usando o comando show controllers............................................................................ 159

14.3       Usando comandos de debug......................................................................................... 162

14.4       Usando o comando extended ping................................................................................ 164

14.5       Determinando problemas de clock............................................................................... 166

14.5.1      Causa dos problemas de clock............................................................................................................................ 166

14.5.2      Detectando problemas de clock.......................................................................................................................... 166

14.5.3      Isolando problemas de clock............................................................................................................................... 167

14.5.4      Isolando problemas de clock............................................................................................................................... 168

14.5.4.1       Solução.......................................................................................................................................................... 168

14.5.5      Invertendo a transmissão de clock..................................................................................................................... 168

14.6       Ajustando buffers.......................................................................................................... 169

14.6.1      Ajustando os buffers de sistema........................................................................................................................ 169

14.6.2      Implementando Hold Queues (Filas de espera)................................................................................................ 171

14.7       Testes especiais em linhas seriais............................................................................... 171

14.7.1      Testes de loopback............................................................................................................................................... 171

14.7.1.1       Testes de loopback locais para enlaces HDLC ou PPP.......................................................................... 172

14.7.1.2       Testes de loopback remotos para enlaces HDLC ou PPP...................................................................... 173

 


 

1                     Modelo de Referência OSI

O modelo ISO/OSI não é uma arquitetura de rede porque ele não especifica exatamente os serviços e protocolos a serem usados em cada camada, ele é simplesmente um modelo de referência baseado em camadas, sendo que cada camada é dependente da camada subsequente de nível inferior.

 

A figura acima exibe a interdependência entre as camadas e as interfaces entre uma determinada camada n e as camadas n+1 e n-1.

Na comunicação entre duas entidades quaisquer  é estabelecido uma comunicação virtual entre a camada n do transmissor e a respectiva camada n do receptor, entretanto, a comunicação ocorre de fato é entre a camada n e a n-1 da mesma entidade.

 


 

1.1      Camada Física

Esta camada está relacionada com a transmissão simples de bits sobre um canal de comunicação.  Esta camada deve garantir que ao entrar um sinal elétrico ele será convertido em bit 1 na entidade transmissora, chegará um bit 1 na camada física da entidade receptora e que será encaminhado para a camada de enlace. É nessa camada que ocorre a determinação da taxa de transmissão devido à limitação do meio.

Voltagem para bit "1"

Voltagem para bit "0"

Tempo de duração de um pulso

Modelo de transmissão (simplex, half-duplex, full-duplex)

Pinagem dos conectores

 

Uma informação pode ser transmitida por fios elétricos pela variação de uma propriedade física qualquer como a voltagem ou a corrente. Sinais podem ser representados como uma função "f (t)", onde o valor da voltagem ou corrente varia com o tempo. Assim eles podem ser analisados matematicamente.

Quando um sinal elétrico está na forma de corrente dentro de um transmissor ou receptor passando através de algum condutor, ele encontra muitos objetos diferentes que são chamados componentes ou dispositivos. Há literalmente centenas de componentes diferentes os quais existem por alguma razão, sendo que todos esses componentes se encaixam em duas categorias, ativo ou passivo. A diferença entre eles é muito simples de ser observada através da identificação se o componente requer ou não fonte de alimentação. Se requer então é ativo, caso contrário, passivo.

Todos os componentes (ativos e passivos) possuem uma dentre duas propriedades distintas: perda ou ganho.

Se o sinal que chega é maior que o que sai, então o comportamento daquele componente é de perda. Caso o sinal que chega é menor que o que sai, então o comportamento é de ganho e ele é chamado de amplificador. Todo amplificador é um componente ativo.

A atenuação de um sinal é o fenômeno de perda de sinal quando comparado com o sinal de entrada. Todo componente passivo que provoca perda de sinal transforma a parcela do sinal atenuado em calor, e essa propriedade de dissipação de calor, chamada de impedância térmica é medida em Celsius por watt (watt é a unidade de medida de potência).

A relação entre o sinal de saída e o sinal de entrada, de ganho ou de perda, é medida em decibéis (dB). Sendo que a inclusão de amplificadores ou atenuadores em série faz com que o sinal também seja multiplicado ou dividido em série.

O modelo matemático de cálculo de ganho ou de perda toma como premissa de que a potência do sinal de saída pode ser bilhões de vezes maior ou menor que o do sinal de entrada, por isso foi adotada a escala logarítmica para a sua representação.

Apenas para referência: perda ou ganho é igual a 10log(potência de saída/potência de entrada) medido em dB.

Na prática e amparado pela expressão acima, quando um sinal é:

Amplificado em 2 vezes, significa que o sinal foi aumentado em 3dB.

Amplificado em 10 vezes, significa que o sinal foi aumentado em 10dB.

Atenuado em 2 vezes, significa que o sinal foi reduzido em 3dB.

Atenuado em 10 vezes, significa que o sinal foi reduzido em 10dB.

Note que uma perda de 6dB no sinal é a mesma coisa que uma variação de –6B no sinal, e não que o sinal teve perda de –6dB.

Observe que devido às propriedades matemáticas do logaritmo, o efeito multiplicativo ou divisor do sinal torna-se apenas uma somatória ou subtração de todas as variações, assim na cadeia de RF, dada uma quantidade de componentes de amplificação e atenuação, a variação total é a somatória de todas as variações em potência do sinal de cada componente ativo ou passivo.

Como o uso dessa escala em dB não é restrita unicamente a identificação da variação de potência de saída versus potência de entrada, logo, é possível dizer que o aumento de clientes em 100% significa que a quantidade de clientes aumentou em 3dB.

 

1.1.1                             Análise de Fourier (1904)

Qualquer função g(t) periódica com o período T pode ser escrita como uma soma de senos e cossenos.

, onde:

f = 1/T (freqüência fundamental)

  são as amplitudes dos senos e cossenos da n-ésima harmônica.

Para qualquer g(t), a, b e c podem ser calculados.

 

 

1.1.2             Largura de Banda

Nenhum sistema transmite sinais sem perdas de energia no processo. Adicionalmente as perdas ocorrem de maneira diferente para diferentes harmônicas, o que insere distorção. Normalmente, as freqüências são transmitidas sem alterações até uma determinada freqüência fc. As freqüências acima de fc são fortemente atenuadas.

O limite fc, muitas vezes é devido à propriedades físicas do meio. Em outros casos, é intencionalmente colocado na linha.

No caso de linhas telefônicas comuns, fc = 4  KHz.

Largura de Faixa, também conhecida como bandwidth é termo aplicado para expressar a diferença entre a freqüência mais alta e a mais baixa que um determinado dispositivo está manipulando em um determinado instante, medido em Hz. Comumente bandwidth também é referenciada como largura de banda, sendo medido em bps.

 

1.1.3             Taxa Máxima de Transmissão de um Canal:

Para linhas sem ruído : Teorema de Nyquist

Velocidade Máxima =bits/seg, onde:

H é a largura máxima de banda

V é o número de níveis discretos.

Para linha telefonica com fc= 3 KHz, velocidade máxima = 6 Kbps.

 

Para linhas com ruído : Teorema de Shannon

Velocidade Máxima = , onde:

H é a largura máxima de banda

S/n é relação sinal ruído que nada mais é que Potência do Sinal (s) dividido Potência do Ruído (n)

Assim, numa linha telefonica com fc = 3 KHz e 30 dB, temos max rate = 30 Kbps, independente do número discreto de níveis.

 

1.1.4             Meios de Transmissão

1.1.4.1  Cabo Coaxial

Existem vários tipos de cabos coaxiais, cada um com suas características específicas. Alguns são melhores para transmissão em alta freqüência, outros tém atenuação mais baixa, e outros são imunes a ruídos e interferências. Os cabos coaxiais de alta qualidade não são maleáveis e são difíceis de instalar e os cabos de baixa qualidade podem ser inadequados para trafegar dados em alta velocidade e longas distâncias.

A ligação do cabo coaxial causa reflexão devido a impedância não infinita do conector. A colocação destes conectores, em ligação multiponto, deve ser controlada de forma a garantir que as reflexões não desapareçam em fase de um valor significativo. A maioria dos sistemas de transmissão de banda base utilizam cabos de impedância com características de 50 Ohm, geralmente utilizados nas TVs a cabo e em redes de banda larga. Isso se deve ao fato de a transmissão em banda base sofrer menos reflexões, devido às capacitâncias introduzidas nas ligações ao cabo de 50 Ohm.

 

Os cabos coaxiais possuem uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa freqüência e, por isso, eram o meio de transmissão mais usado em redes locais.

 

 

            Baseband   - 50 ohms - Transmissão digital

            Broadband - 75 ohms - Transmissão Analógica.

Impedância é medida que descreve a “dificuldade” que um sinal tem ao passar através de um condutor qualquer. A impedância é relacionada diretamente com a parte da transmissão antes de ser transmitida através do ar, enfim, o cabeamento e a conectorização são os principais componentes de avaliação da impedância.

A impedância entre os componentes interconectados deve “casar”, sendo que a qualidade da comunicação depende diretamente do casamento dessa impedância. A taxa que avalia o casamento de impedância é o VSWR (Voltage Standing Wave Ratio), ou seja, o VSWR é a unidade de medição comparativa que indica o desvio da impedância de entrada ou de saída quando comparado com 50ohm.

Assim, quanto maior for esse desvio, maior a perda da qualidade de comunicação entre dois componentes. Dentre outras conseqüências do efeito do descasamento de impedância, a principal é que devido ao fato do descasamento de impedância, o fenômeno de reflexão do sinal transmitido pode vir a causar a queima do próprio equipamento transmissor (rádio, amplificador, etc). O perfeito casamento é observado quando o VSWR é 1.0:1.

 

1.1.4.2  Par Trançado

 

Os cabos de par trançado possuem dois ou mais fios entrelaçados em forma de espiral e, por isso, reduzem o ruído e mantém constante as propriedades elétricas do meio, em todo o seu comprimento.

A desvantagem deste tipo de cabo, é que devido ao fato de ele pode ser usado tanto para transmissão analógica quanto digital, é sua suscetibilidade às interferências a ruídos (eletromagnéticos e radiofreqüência). Esses efeitos podem, entretanto, ser minimizados com blindagem adequada.

Esse cabo se adapta muito bem às redes com topologia em estrela, onde as taxas de dados mais elevadas permitidas por ele e pela fibra óptica ultrapassam, e muito a capacidade das chaves disponíveis com a tecnologia atual. Usado também em conjunto com sistemas ATM para viabilizar o tráfego de dados a uma velocidade de 155 Mbps.

O padrão EIA/TIA 568-B define a pinagem normal:

                /--T2  1   Branco/Laranja
           par2 \--R2  2   Laranja
        /----------T3  3   Branco/Verde
       /         /-R1  4   Azul
  par3 \   par1  \-T1  5   Branco/Azul
        \----------R3  6   Verde
                /--T4  7   Branco/Marrom
           par4 \--R4  8   Marrom

 

A pinagem do cabo cross é:

      BL 1 <--------------> 3 BV
      L  2 <--------------> 6 V
      BV 3 <--------------> 1 BL
      A  4 <--------------> 4 A
      BA 5 <--------------> 5 BA
      V  6 <--------------> 2 L
      BM 7 <--------------> 7 BM
      M  8 <--------------> 8 M

 

Os pinos utilizados por tecnologia são:

      ATM 155Mbps         à pares 2 e 4     (pinos 1-2, 7-8)
      Ethernet 10Base-T   à pares 2 e 3     (pinos 1-6)
      Ethernet 100Base-Tx à pares 1,2,3 e 4 (pinos 1-8)
      Token-Ring          à pares 1 e 3     (pinos 3-6)

 

Cabeamento por Tecnologia:

          Categoria 1 = 1  Mhz à Não definido
          Categoria 2 = 4  Mhz à Telefonia
          Categoria 3 = 10 Mhz à 10baseT
          Categoria 4 = 16 Mhz à Token Ring
          Categoria 5 = 20 Mhz à 10baseT, 100baseT
 

1.1.4.3  Fibra Óptica

Tecnicamente falando, os dados são transmitidos por pulsos de luz., sendo que um pulso de luz corresponde ao bit  "1"e a ausência de luz ao bit "0", sendo que a potencial de largura de faixa é de  MHz, dentro do domínio de freqüência do infravermelho a uma velocidade de 10 a 15 MHz. O cabo óptico consiste de um filamento de sílica e de plástico, onde é feita a transmissão da luz. As fontes de transmissão de luz podem ser diodos emissores de luz (LED) ou lasers semicondutores.

O cabo óptico com transmissão de raio laser é o mais eficiente em potência devido a sua espessura reduzida. Já os cabos com diodos emissores de luz são muito baratos, além de serem mais adaptáveis à temperatura ambiente e de terem um ciclo de vida maior que o do laser.

Os cabos de fibra óptica são mais imunes às interferências de ruídos eletromagnéticos e com radiofreqüências e permitem um quase total isolamento entre transmissor e receptor.

O cabo de fibra óptica pode ser utilizado tanto em ligações ponto a ponto quanto em ligações multiponto. A exemplo do cabo de par trançado, a fibra óptica também se aplica a sistemas ATM, que transmitem os dados em alta velocidade.

Componentes de um sistemas de transmissão :

 

"Multimode Fiber "  (MMF): Os raios incidentes pulam de uma borda para outra da fibra.

"Singlemode Fiber" (SMF): O diâmetro da fibra é reduzido ao comprimento de onda de luz. Dado o fato que a luz  se propaga em linha com o condutor a eficiência do meio é maior permitindo uma distância maior sem emendas ou repetidor.         

           


 

1.1.4.4  Wireless

Descrevendo de forma mais simples possível, todo sistema de transmissão digital possui os 6 componentes básicos a seguir:

                          Sinal è Amplificador è (Misturador + Oscilador) è Filtro è Antena

1.1.4.4.1 Amplificador

Como já vimos um Amplificador aumenta a amplitude do sinal, mas ele também tem a propriedade de “ouvir” sinais extremamente baixos. Essa característica é chamada de LNA (Low Noise Amplifier) e é unidade de medição da qualidade de detectar sinal é Figura de Ruído, ou seja, quanto menor for a figura de ruído melhor a qualidade de recepção do sinal.

HPA (High Power Amplifier) é o amplificador que tem a função específica de aumentar a potência de transmissão, e é medido em dBm (30 dBm é igual a 1 watt).

Assim, toda cadeia de RF possui os dois amplificadores, sendo que é comum o mesmo amplificador fazer as duas funções, mas uma função é relativa à saída do sinal (HPA) e a outra função é relativa à entrada do sinal (LNA).

1.1.4.4.2 Misturador + Oscilador

O misturador também é conhecido como up ou down converter tem a função básica de efetuar a conversão entre os sinais que estão sendo transmitidos pelo ar e os sinais manipulados pelos componentes em terra.

A função básica do oscilador é fornecer sinais ao misturador o qual os utilizará para efetuar a conversão dos sinais.

1.1.4.4.3 Filtro

O nome auto-explicativo denota claramente a função desse componente, que é de permitir somente a passagem da freqüência definida, quer seja definindo a menor freqüência, a maior, ou ambas, neste caso o filtro é chamado de filtro de banda passante.

1.1.4.4.4 Antena

Os 2 fatores que determinam o tamanho e o formato de uma antena, são a freqüência e a cobertura, sendo que quanto maior a freqüência, menor o tamanho, e vice-versa. Se o objetivo de uso de uma antena for para todas as direções, essa antena é chamada omni-direcional e tem um ganho (amplificação) inferior às antenas direcionais, porém, teoricamente, possui abrangência de 360˚.

Quando um sinal viaja no ar, as ondas podem trafegar horizontalmente ou verticalmente, o que é chamado de polarização. O objetivo da implementação dessa técnica na transmissão de sinais é para obter transmissão simultânea na mesma faixa de freqüência no mesmo lugar ao mesmo tempo.

1.1.4.4.5 Freqüência

A tabela de alocação de freqüência por tipo de serviços.

 

 

 

FAIXA DE FREQÜÊNCIA (Hz)

DESIGNAÇÃO TÉCNICA

CARACTERÍSTICA DE PROPAGAÇÃO ÚTIL

PRINCIPAL UTILIZAÇÃO

300  a

3.000

ELF

(Extremely Low Frequency)

Penetram na superfície terrestre e na água

Comunicação para submarinos e escavações de minas.

3K  a

30K

VLF

(Very Low Frequency)

Ótima reflexão na ionosfera e alguma penetração na superfície

Comunicação para submarinos e escavações de minas.

30K  a

300K

LF

(Low Frequency)

Reflexão na ionosfera até 100K. Acima de 100K, ondas de superfície

Serviços marítimos e auxílio a navegação aérea.

300K  a

3.000K

MF

(Medium Frequency)

Ondas de superfície com pouca atenuação

Radiodifusão local.

3M  a

30M

HF

(High Frequency)

Refração na ionosfera

Radiodifusão local e distante.

Serviços marítimos

30M  a