Tecnologias de Comunicação de Dados
Versão 2.0 –
30/07/2001
1 Modelo de Referência OSI......................................................................................................... 6
1.1 Camada Física....................................................................................................................... 8
1.1.1 Análise de Fourier (1904)......................................................................................................................................... 9
1.1.2 Largura de Banda.................................................................................................................................................... 10
1.1.3 Taxa Máxima de Transmissão de
um Canal:........................................................................................................ 10
1.1.4 Meios de Transmissão........................................................................................................................................... 11
1.1.4.1 Cabo Coaxial........................................................................................................................................................ 11
1.1.4.2 Par Trançado........................................................................................................................................................ 12
1.1.4.3 Fibra Óptica.......................................................................................................................................................... 13
1.1.4.4 Wireless................................................................................................................................................................ 15
1.1.4.5 Satélite.................................................................................................................................................................. 17
1.1.4.6 Sistema Telefônico.............................................................................................................................................. 18
1.1.5 Sub-camada de Acesso ao Meio.......................................................................................................................... 21
1.1.5.1 IEEE 802.3 - CSMA/CD (Carrier Sense Multiple
Access/Collision Detection).......................................... 22
1.1.5.2 IEEE 802.5 - Token Ring..................................................................................................................................... 24
1.1.5.3 IEEE 802.11 - CSMA/CA (Carrier Sense Multiple
Access/Collision Avoidance)..................................... 27
1.1.5.4 FDDI (Fiber Distributed Data Interface).......................................................................................................... 36
1.1.5.5 FDMA (Frequency Division Multiple Access).............................................................................................. 38
1.1.5.6 TDMA (Time Division Method Access)........................................................................................................ 38
1.1.5.7 CDMA (Code Division Method Access)........................................................................................................ 38
1.2 Camada de Enlace.............................................................................................................. 39
1.2.1 Serviços oferecidos pela
camada de enlace........................................................................................................ 39
1.2.2 Enquadramento (Framing)...................................................................................................................................... 39
1.2.3 Controle de Erros..................................................................................................................................................... 40
1.2.4 Protocolos................................................................................................................................................................ 41
1.2.4.1 ADSL.................................................................................................................................................................... 41
1.2.4.2 ATM – Asynchronous Transfer
Mode.......................................................................................................... 45
1.2.4.3 X.25....................................................................................................................................................................... 49
1.2.4.4 Frame-Relay......................................................................................................................................................... 51
1.2.4.5 MPLS (Multi Protocol Label
Switch)............................................................................................................... 52
1.3 Camada de Rede................................................................................................................. 53
1.4 Camada de Transporte....................................................................................................... 53
1.5 Camada de Sessão.............................................................................................................. 54
1.6 Camada de Apresentação................................................................................................... 54
1.7 Camada de Aplicação.......................................................................................................... 54
1.8 Serviços.............................................................................................................................. 54
1.9 Primitivas dos Serviços...................................................................................................... 55
2 Conceitos de Internet e TCP/IP............................................................................................... 57
2.1 Evolução de TCP/IP e Internet.......................................................................................... 57
2.2 Protocolos TCP/IP.............................................................................................................. 59
2.2.1 Camada de rede........................................................................................................................................................ 59
2.2.2 Camada Inter-Rede.................................................................................................................................................. 60
2.2.3 Camada de Transporte............................................................................................................................................ 61
2.2.4 Camada de Aplicação............................................................................................................................................. 61
2.2.5 Posicionamento do Nível OSI................................................................................................................................ 61
2.2.6 Internet e Padronização de
Protocolos e Funções............................................................................................. 63
2.2.7 Exemplos de aplicação de redes
com arquitetura TCP/IP.................................................................................. 68
2.2.8 Protocolos da Camada
Inter-Rede........................................................................................................................ 70
3 Protocolo IP.............................................................................................................................. 71
3.1 Endereços IP...................................................................................................................... 71
3.2 Broadcast............................................................................................................................ 74
3.3 Mapeamento de endereços IP em
endereços de rede...................................................... 74
3.4 Roteamento IP.................................................................................................................... 77
3.4.1 Algoritmo de Transmissão de um
pacote IP....................................................................................................... 78
3.4.2 Algoritmo de Recepção de um
pacote IP............................................................................................................. 79
3.5 Roteamento estático x
Roteamento dinâmico................................................................... 80
3.6 Pacote IP............................................................................................................................. 81
3.6.1 Opções IP................................................................................................................................................................. 82
3.6.2 Fragmentação........................................................................................................................................................... 83
3.7 Endereçamento em Sub-redes........................................................................................... 84
3.8 Flexibilidade de Endereçamento........................................................................................ 86
3.9 Roteamento com Sub-rede................................................................................................. 89
3.9.1 Algoritmo de Recepção de pacote
IP com máscara........................................................................................... 90
3.10 Sub-Redes não utilizáveis:.............................................................................................. 90
3.11 Endereços IP’s para uso
exclusivo de Redes Privativas............................................... 91
4 Protocolo ICMP........................................................................................................................ 92
4.1 Echo Request e Echo Reply............................................................................................... 93
4.2 Destination Unreachable.................................................................................................... 93
4.3 Source Quench................................................................................................................... 94
4.4 Redirect.............................................................................................................................. 94
4.5 TTL Expired....................................................................................................................... 96
4.6 ICMP Router Solicitation/Advertisement......................................................................... 96
4.7 Aquisição de informações de
roteamento.......................................................................... 97
5 Protocolos da Camada de Transporte..................................................................................... 99
5.1 Camada de Transporte....................................................................................................... 99
6 Protocolo UDP....................................................................................................................... 100
6.1 Formato da mensagem UDP............................................................................................. 101
7 Protocolo TCP........................................................................................................................ 102
7.1 Características do TCP.................................................................................................... 104
7.1.1 Sliding Windows:.................................................................................................................................................. 104
7.1.2 Controle de Fluxo no TCP.................................................................................................................................... 105
7.1.3 Fluxo Normal de Transferência
de Dados.......................................................................................................... 106
7.1.4 Estabelecimento de Conexões
TCP.................................................................................................................... 106
7.2 Protocolos da camada de Rede e
Protocolos auxiliares de TCP/IP................................ 107
7.3 BOOTP e DHCP.............................................................................................................. 107
7.3.1 Protocolo BOOTP.................................................................................................................................................. 107
7.3.2 Protocolo DHCP.................................................................................................................................................... 108
7.3.2.1 Opções DHCP.................................................................................................................................................... 110
7.4 Protocolo PPP................................................................................................................... 111
7.4.1 Protocolo LCP - Link Control
Protocol............................................................................................................... 112
7.4.2 Protocolo IPCP - Network
Control Protocol...................................................................................................... 113
7.5 Protocolo SLIP................................................................................................................. 114
7.6 Interfaces do Nível de
Transporte (socket, WinSock).................................................... 115
7.7 Protocolos de Nível de
Aplicação.................................................................................... 117
7.8 Protocolo DNS.................................................................................................................. 117
7.8.1 Implementação do DNS........................................................................................................................................ 118
8 Radius – Remote
Dial-In User Service................................................................................. 120
8.1 Tipos de Serviços ao Usuário........................................................................................... 120
8.2 Atributos/ Pares de Valores............................................................................................. 120
8.2.1 Login/Atributos de senha.................................................................................................................................... 120
8.2.2 Framed-Attributes................................................................................................................................................. 121
8.3 Exemplo de Arquivo de Usuários.................................................................................... 122
8.3.1 Gerenciando o Arquivo Client............................................................................................................................. 124
9 Protocolos de Roteamento..................................................................................................... 125
9.1 Protocolo RIP................................................................................................................... 125
9.1.1 Protocolo RIP2....................................................................................................................................................... 128
9.2 Protocolo OSPF................................................................................................................ 128
9.3 Protocolo BGP-4............................................................................................................... 129
9.3.1 Por que utilizar BGP-4 ?........................................................................................................................................ 130
9.3.2 Questões relacionadas
à alocação de endereços IP....................................................................................... 132
9.3.3 Processo de seleção do envio
de pacotes via protocolo BGP-4.................................................................... 134
9.3.3.1 Valores possíveis dos
atributos..................................................................................................................... 135
9.3.3.2 Expressões regulares para
seleção de rotas.................................................................................................. 135
9.4 IP Multicast...................................................................................................................... 136
9.4.1 Roteamento Multicast.......................................................................................................................................... 137
9.4.2 MBone - Multicast Backbone............................................................................................................................. 138
9.4.2.1 Roteamento MBone.......................................................................................................................................... 138
9.4.3 Aplicações MBone............................................................................................................................................... 139
10 Gerenciamento TCP/IP...................................................................................................... 139
10.1 QUEUE – Gerenciamento de
Congestionamento........................................................ 139
10.1.1 Stochastic Fairness Queueing
(SFQ)................................................................................................................. 140
10.1.2 Class-Based Queueing (CBQ)............................................................................................................................. 140
10.1.3 Random Early-Detection (RED)........................................................................................................................... 140
10.1.4 Deficit Round Robin (DRR)................................................................................................................................. 141
10.2 SNMP - Simple Network Management Protocol......................................................... 141
10.2.1 Controlando acesso SNMP a
roteadores.......................................................................................................... 142
10.2.2 Modo não privilegiado......................................................................................................................................... 142
10.2.3 Modo privilegiado................................................................................................................................................. 142
11 Ports TCP e UDP................................................................................................................ 144
12 Modelo para solução de problemas gerais......................................................................... 145
12.1 Componentes de um modelo de
solução de problemas............................................... 145
12.2 Usando esse manual para
determinar problemas específicos...................................... 146
13 Utilizando as ferramentas de diagnóstico Cisco............................................................... 147
13.1 Usando comandos Show................................................................................................ 147
13.2 Usando comandos debug.............................................................................................. 147
13.3 Usando os comandos Ping e
Trace............................................................................... 148
14 Cenários de problema de Conectividade............................................................................ 149
14.1 Usando o comando show
interfaces serial.................................................................... 150
14.1.1 “Status” da linha serial e do
protocolo.............................................................................................................. 151
14.1.1.1 Solução.......................................................................................................................................................... 152
14.1.1.2 Saídas descartadas....................................................................................................................................... 154
14.1.1.3 Entradas descartadas................................................................................................................................... 155
14.1.1.4 Erros de entrada............................................................................................................................................ 156
14.1.1.5 Resets ocorridos na interface..................................................................................................................... 158
14.1.1.6 Oscilações de portadora.............................................................................................................................. 159
14.2 Usando o comando show
controllers............................................................................ 159
14.3 Usando comandos de debug......................................................................................... 162
14.4 Usando o comando extended ping................................................................................ 164
14.5 Determinando problemas de
clock............................................................................... 166
14.5.1 Causa dos problemas de clock............................................................................................................................ 166
14.5.2 Detectando problemas de clock.......................................................................................................................... 166
14.5.3 Isolando problemas de clock............................................................................................................................... 167
14.5.4 Isolando problemas de clock............................................................................................................................... 168
14.5.4.1 Solução.......................................................................................................................................................... 168
14.5.5 Invertendo a transmissão de
clock..................................................................................................................... 168
14.6 Ajustando buffers.......................................................................................................... 169
14.6.1 Ajustando os buffers de
sistema........................................................................................................................ 169
14.6.2 Implementando Hold Queues
(Filas de espera)................................................................................................ 171
14.7 Testes especiais em linhas
seriais............................................................................... 171
14.7.1 Testes de loopback............................................................................................................................................... 171
14.7.1.1 Testes de loopback locais para
enlaces HDLC ou PPP.......................................................................... 172
14.7.1.2 Testes de loopback remotos para enlaces HDLC ou PPP...................................................................... 173
O modelo ISO/OSI não
é uma arquitetura de rede porque ele não especifica exatamente os serviços e
protocolos a serem usados em cada camada, ele é simplesmente um modelo de
referência baseado em camadas, sendo que cada camada é dependente da camada
subsequente de nível inferior.

A figura acima exibe
a interdependência entre as camadas e as interfaces entre uma determinada
camada n e as camadas n+1 e n-1.

Na comunicação entre duas
entidades quaisquer é estabelecido uma
comunicação virtual entre a camada n do transmissor e a respectiva camada n do
receptor, entretanto, a comunicação ocorre de fato é entre a camada n e a n-1
da mesma entidade.

Esta camada está
relacionada com a transmissão simples de bits sobre um canal de
comunicação. Esta camada deve garantir
que ao entrar um sinal elétrico ele será convertido em bit 1 na entidade
transmissora, chegará um bit 1 na camada física da entidade receptora e que
será encaminhado para a camada de enlace. É nessa camada que ocorre a
determinação da taxa de transmissão devido à limitação do meio.
Voltagem para bit
"1"
Voltagem para bit
"0"
Tempo de duração de
um pulso
Modelo de
transmissão (simplex, half-duplex, full-duplex)
Pinagem dos
conectores
Uma informação pode
ser transmitida por fios elétricos pela variação de uma propriedade física
qualquer como a voltagem ou a corrente. Sinais podem ser representados como uma
função "f (t)", onde o valor da voltagem ou corrente varia com o
tempo. Assim eles podem ser analisados matematicamente.
Quando um sinal
elétrico está na forma de corrente dentro de um transmissor ou receptor
passando através de algum condutor, ele encontra muitos objetos diferentes que
são chamados componentes ou dispositivos. Há literalmente centenas de
componentes diferentes os quais existem por alguma razão, sendo que todos esses
componentes se encaixam em duas categorias, ativo ou passivo. A diferença entre
eles é muito simples de ser observada através da identificação se o componente
requer ou não fonte de alimentação. Se requer então é ativo, caso contrário,
passivo.
Todos os componentes
(ativos e passivos) possuem uma dentre duas propriedades distintas: perda ou
ganho.
Se o sinal que chega
é maior que o que sai, então o comportamento daquele componente é de perda.
Caso o sinal que chega é menor que o que sai, então o comportamento é de ganho
e ele é chamado de amplificador. Todo amplificador é um componente ativo.
A atenuação de um
sinal é o fenômeno de perda de sinal quando comparado com o sinal de entrada. Todo
componente passivo que provoca perda de sinal transforma a parcela do sinal
atenuado em calor, e essa propriedade de dissipação de calor, chamada de
impedância térmica é medida em Celsius por watt (watt é a unidade de medida de
potência).
A relação entre o
sinal de saída e o sinal de entrada, de ganho ou de perda, é medida em decibéis
(dB). Sendo que a inclusão de amplificadores ou atenuadores em
série faz com que o sinal também seja multiplicado ou dividido em série.
O modelo matemático
de cálculo de ganho ou de perda toma como premissa de que a potência do sinal
de saída pode ser bilhões de vezes maior ou menor que o do sinal de entrada,
por isso foi adotada a escala logarítmica para a sua representação.
Apenas para
referência: perda ou ganho é igual a 10log(potência de saída/potência de
entrada) medido em dB.
Na prática e amparado
pela expressão acima, quando um sinal é:
Amplificado em 2
vezes, significa que o sinal foi aumentado em 3dB.
Amplificado em 10
vezes, significa que o sinal foi aumentado em 10dB.
Atenuado em 2 vezes,
significa que o sinal foi reduzido em 3dB.
Atenuado em 10
vezes, significa que o sinal foi reduzido em 10dB.
Note que uma perda
de 6dB no sinal é a mesma coisa que uma variação de –6B no sinal, e não que o
sinal teve perda de –6dB.
Observe que devido
às propriedades matemáticas do logaritmo, o efeito multiplicativo ou divisor do
sinal torna-se apenas uma somatória ou subtração de todas as variações, assim
na cadeia de RF, dada uma quantidade de componentes de amplificação e
atenuação, a variação total é a somatória de todas as variações em potência do
sinal de cada componente ativo ou passivo.
Como o uso dessa
escala em dB não é restrita unicamente a identificação da variação de potência
de saída versus potência de entrada, logo, é possível dizer que o aumento de
clientes em 100% significa que a quantidade de clientes aumentou em 3dB.
Qualquer função g(t)
periódica com o período T pode ser escrita como uma soma de senos e cossenos.
, onde:
f = 1/T (freqüência
fundamental)
são as amplitudes dos
senos e cossenos da n-ésima harmônica.
Para qualquer g(t),
a, b e c podem ser calculados.
Nenhum sistema
transmite sinais sem perdas de energia no processo. Adicionalmente as perdas
ocorrem de maneira diferente para diferentes harmônicas, o que insere
distorção. Normalmente, as freqüências são transmitidas sem alterações até uma
determinada freqüência fc. As
freqüências acima de fc são
fortemente atenuadas.
O limite fc, muitas vezes é devido à
propriedades físicas do meio. Em outros casos, é intencionalmente colocado na
linha.
No caso de linhas
telefônicas comuns, fc = 4 KHz.
Largura de Faixa,
também conhecida como bandwidth é termo aplicado para expressar a
diferença entre a freqüência mais alta e a mais baixa que um determinado
dispositivo está manipulando em um determinado instante, medido em Hz. Comumente
bandwidth também é referenciada como largura de banda, sendo medido em bps.
Para linhas sem
ruído : Teorema de Nyquist
Velocidade Máxima =![]()
bits/seg, onde:
H é a largura máxima
de banda
V é o número de
níveis discretos.
Para linha
telefonica com fc= 3 KHz, velocidade máxima = 6 Kbps.
Para linhas com
ruído : Teorema de Shannon
Velocidade Máxima =
, onde:
H é a largura máxima
de banda
S/n é relação sinal
ruído que nada mais é que Potência do Sinal (s) dividido Potência do Ruído (n)
Assim, numa linha
telefonica com fc = 3 KHz e 30 dB, temos max rate = 30 Kbps, independente do
número discreto de níveis.
Existem vários tipos
de cabos coaxiais, cada um com suas características específicas. Alguns são
melhores para transmissão em alta freqüência, outros tém atenuação mais baixa,
e outros são imunes a ruídos e interferências. Os cabos coaxiais de alta
qualidade não são maleáveis e são difíceis de instalar e os cabos de baixa
qualidade podem ser inadequados para trafegar dados em alta velocidade e longas
distâncias.
A ligação do cabo
coaxial causa reflexão devido a impedância não infinita do conector. A
colocação destes conectores, em ligação multiponto, deve ser controlada de
forma a garantir que as reflexões não desapareçam em fase de um valor
significativo. A maioria dos sistemas de transmissão de banda base utilizam
cabos de impedância com características de 50 Ohm, geralmente utilizados nas
TVs a cabo e em redes de banda larga. Isso se deve ao fato de a transmissão em
banda base sofrer menos reflexões, devido às capacitâncias introduzidas nas
ligações ao cabo de 50 Ohm.
Os cabos coaxiais
possuem uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa freqüência e,
por isso, eram o meio de transmissão mais usado em redes locais.

Baseband - 50 ohms - Transmissão digital
Broadband - 75 ohms - Transmissão
Analógica.
Impedância é medida
que descreve a “dificuldade” que um sinal tem ao passar através de um condutor
qualquer. A impedância é relacionada diretamente com a parte da transmissão
antes de ser transmitida através do ar, enfim, o cabeamento e a conectorização
são os principais componentes de avaliação da impedância.
A impedância entre
os componentes interconectados deve “casar”, sendo que a qualidade da
comunicação depende diretamente do casamento dessa impedância. A taxa que
avalia o casamento de impedância é o VSWR (Voltage Standing Wave Ratio),
ou seja, o VSWR é a unidade de medição comparativa que indica o desvio
da impedância de entrada ou de saída quando comparado com 50ohm.
Assim, quanto maior
for esse desvio, maior a perda da qualidade de comunicação entre dois
componentes. Dentre outras conseqüências do efeito do descasamento de
impedância, a principal é que devido ao fato do descasamento de impedância, o
fenômeno de reflexão do sinal transmitido pode vir a causar a queima do próprio
equipamento transmissor (rádio, amplificador, etc). O
perfeito casamento é observado quando o VSWR é 1.0:1.
Os cabos de par
trançado possuem dois ou mais fios entrelaçados em forma de espiral e, por
isso, reduzem o ruído e mantém constante as propriedades elétricas do meio, em
todo o seu comprimento.
A desvantagem deste
tipo de cabo, é que devido ao fato de ele pode ser usado tanto para transmissão
analógica quanto digital, é sua suscetibilidade às interferências a ruídos
(eletromagnéticos e radiofreqüência). Esses efeitos podem, entretanto, ser
minimizados com blindagem adequada.
Esse cabo se adapta
muito bem às redes com topologia em estrela, onde as taxas de dados mais
elevadas permitidas por ele e pela fibra óptica ultrapassam, e muito a
capacidade das chaves disponíveis com a tecnologia atual. Usado também em
conjunto com sistemas ATM para viabilizar o tráfego de dados a uma velocidade
de 155 Mbps.
O padrão EIA/TIA
568-B define a pinagem normal:
/--T2 1 Branco/Laranja par2 \--R2 2 Laranja /----------T3 3 Branco/Verde / /-R1 4 Azul par3 \ par1 \-T1 5 Branco/Azul \----------R3 6 Verde /--T4 7 Branco/Marrom par4 \--R4 8 Marrom
A pinagem do cabo
cross é:
BL 1 <--------------> 3 BV L 2 <--------------> 6 V BV 3 <--------------> 1 BL A 4 <--------------> 4 A BA 5 <--------------> 5 BA V 6 <--------------> 2 L BM 7 <--------------> 7 BM M 8 <--------------> 8 M
Os pinos utilizados
por tecnologia são:
ATM 155Mbps à pares 2 e 4 (pinos 1-2, 7-8)
Ethernet 10Base-T à pares 2 e 3 (pinos 1-6)
Ethernet 100Base-Tx à pares 1,2,3 e 4 (pinos 1-8)
Token-Ring à pares 1 e 3 (pinos 3-6)
Cabeamento por
Tecnologia:
Categoria 1 = 1 Mhz à Não definido
Categoria 2 = 4 Mhz à Telefonia
Categoria 3 = 10 Mhz à 10baseT
Categoria 4 = 16 Mhz à Token Ring
Categoria 5 = 20 Mhz à 10baseT, 100baseT
Tecnicamente
falando, os dados são transmitidos por pulsos de luz., sendo que um pulso de
luz corresponde ao bit "1"e a
ausência de luz ao bit "0", sendo que a potencial de largura de faixa
é de
MHz, dentro do domínio
de freqüência do infravermelho a uma velocidade de 10 a 15 MHz. O cabo óptico
consiste de um filamento de sílica e de plástico, onde é feita a transmissão da
luz. As fontes de transmissão de luz podem ser diodos emissores de luz (LED) ou
lasers semicondutores.
O cabo óptico com
transmissão de raio laser é o mais eficiente em potência devido a sua espessura
reduzida. Já os cabos com diodos emissores de luz são muito baratos, além de
serem mais adaptáveis à temperatura ambiente e de terem um ciclo de vida maior
que o do laser.
Os cabos de fibra
óptica são mais imunes às interferências de ruídos eletromagnéticos e com
radiofreqüências e permitem um quase total isolamento entre transmissor e
receptor.
O cabo de fibra
óptica pode ser utilizado tanto em ligações ponto a ponto quanto em ligações
multiponto. A exemplo do cabo de par trançado, a fibra óptica também se aplica
a sistemas ATM, que transmitem os dados em alta velocidade.
Componentes de um
sistemas de transmissão :

"Multimode
Fiber " (MMF): Os raios incidentes
pulam de uma borda para outra da fibra.
"Singlemode
Fiber" (SMF): O diâmetro da fibra é reduzido ao comprimento de onda de
luz. Dado o fato que a luz se propaga em
linha com o condutor a eficiência do meio é maior permitindo uma distância
maior sem emendas ou repetidor.
Descrevendo de forma
mais simples possível, todo sistema de transmissão digital possui os 6
componentes básicos a seguir:
Sinal è Amplificador è (Misturador + Oscilador) è Filtro è Antena
Como já vimos um
Amplificador aumenta a amplitude do sinal, mas ele também tem a propriedade de
“ouvir” sinais extremamente baixos. Essa característica é chamada de LNA
(Low Noise Amplifier) e é unidade de medição da qualidade de detectar sinal é
Figura de Ruído, ou seja, quanto menor for a figura de ruído melhor a qualidade
de recepção do sinal.
HPA (High Power Amplifier) é o amplificador que
tem a função específica de aumentar a potência de transmissão, e é medido em
dBm (30 dBm é igual a 1 watt).
Assim, toda cadeia
de RF possui os dois amplificadores, sendo que é comum o mesmo amplificador
fazer as duas funções, mas uma função é relativa à saída do sinal (HPA) e a
outra função é relativa à entrada do sinal (LNA).
O misturador também
é conhecido como up ou down converter tem a função básica de efetuar a
conversão entre os sinais que estão sendo transmitidos pelo ar e os sinais
manipulados pelos componentes em terra.
A função básica do
oscilador é fornecer sinais ao misturador o qual os utilizará para efetuar a
conversão dos sinais.
O nome
auto-explicativo denota claramente a função desse componente, que é de permitir
somente a passagem da freqüência definida, quer seja definindo a menor
freqüência, a maior, ou ambas, neste caso o filtro é chamado de filtro de banda
passante.
Os 2 fatores que
determinam o tamanho e o formato de uma antena, são a freqüência e a cobertura,
sendo que quanto maior a freqüência, menor o tamanho, e vice-versa. Se o
objetivo de uso de uma antena for para todas as direções, essa antena é chamada
omni-direcional e tem um ganho (amplificação) inferior às antenas direcionais,
porém, teoricamente, possui abrangência de 360˚.
Quando um sinal
viaja no ar, as ondas podem trafegar horizontalmente ou verticalmente, o que é
chamado de polarização. O objetivo da implementação dessa técnica na
transmissão de sinais é para obter transmissão simultânea na mesma faixa de
freqüência no mesmo lugar ao mesmo tempo.
A tabela de alocação
de freqüência por tipo de serviços.

|
FAIXA DE FREQÜÊNCIA (Hz) |
DESIGNAÇÃO TÉCNICA |
CARACTERÍSTICA DE PROPAGAÇÃO ÚTIL |
PRINCIPAL UTILIZAÇÃO |
|
300 a 3.000 |
ELF (Extremely Low
Frequency) |
Penetram na superfície terrestre e na água |
Comunicação para submarinos e escavações de minas. |
|
3K a 30K |
VLF (Very Low
Frequency) |
Ótima reflexão na ionosfera e alguma penetração na
superfície |
Comunicação para submarinos e escavações de minas. |
|
30K a 300K |
LF (Low Frequency) |
Reflexão na ionosfera até 100K. Acima de 100K, ondas de
superfície |
Serviços marítimos e auxílio a navegação aérea. |
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300K a 3.000K |
MF (Medium
Frequency) |
Ondas de superfície com pouca atenuação |
Radiodifusão local. |
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3M a 30M |
HF (High
Frequency) |
Refração na ionosfera |
Radiodifusão local e distante. Serviços marítimos |
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30M a |